A AMIC tem como vocação ouvir, acolher e amparar a dor pungente de uma população socialmente abandonada, à margem de qualquer bem social, inclusive dos requisitos mínimos necessários a uma digna sobrevivência.
A Missão da AMIC está dentro do grande contexto histórico e religioso do Cristianismo que compreende a religião como "religare" - religação - e esta como relacionamento com Deus, e este como relacionamento com o próximo. O Cristianismo, em suas origens, retrata o quadro de miséria e dor de uma população marginalizada e sacrificada a extremos. Poderíamos chamá-la de "abaixo da linha da miséria". Este é o leit-motiv da existência da AMIC. E, trazendo essa essência para a ciência sociológica, encontramos o paradigma da alteridade, em Emmanuel Lévinas , judeu, vivendo as dores da guerra e a conseqüente perda de referência da pátria, da cidadania, e da constelação familiar. Também podemos dizer que a AMIC tem no seu eixo uma confluência de seres em êxodo, com o profundo sentimento exodal na alma, sem raízes - ou desenraizados pela miséria. Vivem o dramático sentimento de perda oriundo dessa guerra surda da fome e da miséria que dizima mais que uma guerra, sem, no entanto o barulho das bombas, e que leva o homem a não mais perceber-se como sujeito capaz de não só fazer a história, mas de também e, sobretudo, transformá-la. O sentimento de perda leva a um estado de soterramento e este conduz o ser humano ao .....